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sexta-feira, 23 de outubro de 2026

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Islandeses rejeitam retomar negociações de adesão à UE

No referendo realizado no sábado, a maioria dos islandeses votou contra a reabertura das negociações com a União Europeia.

Foto de arquivo: Islandeses rejeitam retomar negociações de adesão à UE
Foto de arquivoFoto: Niccolò Caranti · Wikimedia Commons · CC BY-SA 3.0

Os islandeses participaram de um referendo no sábado sobre a reabertura das negociações para a adesão à União Europeia, que haviam sido interrompidas em 2015. Após a crise financeira de 2009, a Islândia havia solicitado a adesão à UE, mas os diálogos foram suspensos após alguns anos de debate.

De acordo com a emissora pública RUV, com a apuração dos votos quase concluída, a opção pelo 'não' liderava com 52,5%, enquanto a favor da reabertura das negociações estava com 47,5%. Apenas alguns votos de um distrito eleitoral ainda estavam por contar quando os resultados foram reportados.

Esta votação acontece num contexto marcado por um aumento nas tensões geopolíticas, incluindo comentários do governo dos Estados Unidos sobre o território da Groenlândia que tiveram impacto na opinião pública islandesa. A questão da adesão à UE foi enfatizada em meio a essas circunstâncias.

Foto de arquivo: Islandeses rejeitam retomar negociações de adesão à UE
Foto de arquivoFoto: mdic.gov.br · Flickr · BY-SA

O governo de Reykjavik havia colocado o tema da adesão à UE novamente na agenda, mas a rejeição parece refletir uma preocupação com a proteção das águas pesqueiras do país, que alguns eleitores consideram críticas para a economia islandesa.

Ouviram-se vozes de desapontamento em Bruxelas, pois a rejeição pelos islandeses à reabertura das negociações é vista como um revés para os planos de integração europeia da ilha. Esta situação gera incertezas sobre o futuro das relações entre a Islândia e a UE.

A participação foi reportada como semelhante à dos últimos pleitos eleitorais, alcançando cerca de 80%. Os resultados finais do referendo devem ser confirmados nas próximas horas, mas a tendência indica uma clara oposição à retoma das negociações com a União Europeia.