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terça-feira, 20 de outubro de 2026

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Manifestantes pelo direito à habitação mantêm acampamentos em Lisboa e Porto

Após protestos por habitação, manifestantes decidiram permanecer acampados em Lisboa e Porto. A PSP solicitou a desmontagem das tendas, mas os protestos continuam.

Foto de arquivo: Manifestantes pelo direito à habitação mantêm acampamentos em Lisboa e Porto
Foto de arquivoFoto: Mariolopes776 · Wikimedia Commons · CC BY-SA 3.0

Após uma jornada de protestos no sábado contra o aumento do custo de vida e em defesa do direito à habitação, manifestantes decidiram pernoitar no Rossio, em Lisboa, e na Praça D. João I, no Porto. A continuidade dos acampamentos foi aprovada em assembleia popular, refletindo a determinação dos participantes em manter a contestação.

A Polícia de Segurança Pública (PSP) interveio na situação em Lisboa, apelando para que os manifestantes desmontassem as tendas, alegando falta de licenciamento para a ocupação do espaço público. Durante a noite, houve uma conversa entre os manifestantes e a PSP sobre a situação.

Os manifestantes em Lisboa formaram um cordão humano em redor das tendas em resposta ao apelo da PSP, enquanto no Porto, alguns dos participantes utilizaram capacetes como forma de proteção durante os protestos. A decisão de continuar a acampada mostra a resiliência do movimento.

Foto de arquivo: Manifestantes pelo direito à habitação mantêm acampamentos em Lisboa e Porto
Foto de arquivoFoto: Mariolopes776 · Wikimedia Commons · CC BY-SA 3.0

O Ministro das Infra-estruturas e Habitação, Pinto Luz, expressou compreensão pela situação dos manifestantes, reconhecendo que a luta deles é motivada por uma “dor” sentida devido às difíceis condições habitacionais. O ministro pediu tempo para que as medidas em implementação possam fazer efeito.

Os acampamentos em ambas as cidades revelam uma crescente insatisfação com as políticas de habitação, que os manifestantes consideram insatisfatórias. Os protestos têm atraído a atenção de diversos grupos e a situação continua a ser atualizada à medida que novos desenvolvimentos ocorrem.

A contestação permanece ativa não só em Lisboa e Porto, mas também em redes sociais e outros espaços, onde os manifestantes disparam mensagens de solidariedade e organização. A luta pelo direito à habitação e pelo acesso a condições dignas de vida continua a mobilizar cidadãos.

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