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María Corina Machado regressa à Venezuela após exílio
A líder da oposição venezuelana María Corina Machado regressou ao país no domingo, encerrando meses de exílio iniciado em Dezembro de 2025.

María Corina Machado regressou à Venezuela no domingo, 25 de Outubro, após estar fora do país durante cerca de dez meses. Segundo Edmundo González, ex-candidato presidencial da oposição, Machado tinha tentado regressar ao país sete vezes desde Junho, sendo agora bem-sucedida nessa tentativa. A líder da oposição deixara a Venezuela em Dezembro de 2025, após vencer o Prêmio Nobel da Paz.
No domingo, Machado foi recebida por milhares de apoiantes no santuário de Barquisimeto, no estado de Lara, localizado aproximadamente 370 quilómetros a oeste de Caracas. A sua reaparição ocorreu junto à imagem da Divina Pastora e teve lugar perante uma multidão de fiéis, marcando um regresso público e visível após meses de ausência do país.
A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, acusou María Corina Machado de transformar o seu regresso num "espetáculo". A declaração de Rodríguez surgiu horas após a chegada de Machado ao país e a sua recepção pelos apoiadores em Caracas.

Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, afirmou que não foi informado sobre o regresso de Machado à Venezuela. Simultaneamente, Trump sinalizou que Washington continuará apoiando Delcy Rodríguez como líder interina do país, indicando que a posição dos Estados Unidos permanece inalterada perante o retorno da líder oposicionista.
A União Europeia congratulou-se com o regresso de María Corina Machado à Venezuela, segundo reportes publicados. A reacção internacional marca uma primeira resposta de organismos internacionais ao seu retorno.
María Corina Machado tem tentado retomar o protagonismo político num contexto de negociações sobre a transição política na Venezuela, conduzidas sob tutela dos Estados Unidos.