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domingo, 25 de outubro de 2026

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María Corina Machado regressa à Venezuela após quase dez meses ausente

A líder opositora venezuelana regressou no domingo ao seu país depois de vários meses fora, reaparecendo num acto público numa igreja.

Foto de arquivo: María Corina Machado regressa à Venezuela após quase dez meses ausente
Foto de arquivoFoto: U.S. Department of State · Wikimedia Commons · Public domain

María Corina Machado, dirigente da oposição venezuelana, regressou à Venezuela este domingo após quase dez meses fora do país e de várias tentativas anteriores que não se concretizaram. O seu reaparecimento ocorreu no santuário da Divina Pastora em Barquisimeto, estado de Lara, um dos principais centros de peregrinação religiosa do país. Machado confirmou o seu regresso através de uma mensagem nas redes sociais na qual declarou: «Estou aqui. Com vocês». O líder opositor Edmundo González Urrutia confirmou a notícia publicamente.

O regresso de Machado foi qualificado por González Urrutia como um dia muito importante para os venezuelanos. Nas primeiras imagens divulgadas, observou-se a dirigente a saudar os seus apoiantes na igreja. Machado, de 60 anos, tinha saído do país para receber o Prémio Nobel da Paz de 2025, o que marcou um marco nos seus esforços por regressar.

Donald Trump expressou o seu desejo de que Machado esteja segura na Venezuela e descreveu-a como «uma mulher muito simpática». O presidente norte-americano recordou que a líder opositora lhe entregou a sua medalha do Prémio Nobel. Trump indicou não ter informações prévias sobre o regresso, embora tenha afirmado que as condições no país estão a correr bem para a sua administração.

Foto de arquivo: María Corina Machado regressa à Venezuela após quase dez meses ausente
Foto de arquivoFoto: Ministerio de Relaciones Exteriores del Perú · Wikimedia Commons · CC BY-SA 2.0

O secretário de Estado Marco Rubio, de acordo com informações, afirmou que «as condições que permitem o regresso de Machado são resultado das conversações apoiadas pelos Estados Unidos». Esta declaração vinculou o regresso da dirigente opositora aos esforços diplomáticos norte-americanos em relação à situação política venezuelana.

O regresso de Machado representa um desafio político para o chavismo, que a considera a sua principal adversária. O seu reaparecimento público em território venezuelano ocorre num contexto de mudanças políticas no país, após a captura de Nicolás Maduro conforme reportado por uma fonte.