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sábado, 3 de outubro de 2026

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Ministério Público realiza buscas na Polícia Judiciária em Loures

As buscas do Ministério Público na Unidade de Prevenção e Apoio Tecnológico da PJ em Loures estão relacionadas com alegações de escutas ilegais no caso Football Leaks.

Foto de arquivo: Ministério Público realiza buscas na Polícia Judiciária em Loures
Foto de arquivoFoto: GualdimG · Wikimedia Commons · CC BY-SA 4.0

O Ministério Público, em colaboração com a GNR, realizou buscas na Unidade de Prevenção e Apoio Tecnológico (UPAT) da Polícia Judiciária em Loures. As buscas tiveram início pela manhã e foram confirmadas em comunicado pela Procuradoria-Geral da República, que não deu mais detalhes sobre a operação.

A operação está ligada a alegações de escutas ilegais no âmbito do caso Football Leaks. De acordo com a informação divulgada, uma queixa contra o diretor nacional da PJ, Carlos Cabreiro, terá sido a origem das buscas, sendo este suspeito de abuso de poder e falsidade de testemunho.

As buscas na UPAT tiveram a duração de aproximadamente quatro horas. Após o término da operação nesta unidade, surgiram informações que indicaram que o gabinete de Carlos Cabreiro foi também alvo de buscas à tarde, significando um desdobramento da investigação em curso.

Foto de arquivo: Ministério Público realiza buscas na Polícia Judiciária em Loures
Foto de arquivoFoto: Assessoria de Comunicação - MPPE · Flickr · BY

Os órgãos de comunicação social, como o Expresso e o Público, reportaram que estavam a ser investigadas possíveis escutas ilegais que teriam acontecido na PJ, o que acentuou a atenção sobre as atividades da Polícia Judiciária.

Além das buscas em Loures, foi noticiado que um telemóvel do diretor nacional da PJ foi apreendido como parte do inquérito conduzido pelo Ministério Público. Esta apreensão destaca a seriedade da investigação e a coletação de provas.

As buscas levantam preocupações sobre a conduta da PJ e as práticas de monitorização utilizadas na investigação de casos. O desdobrar desta situação irá continuar a ser acompanhado pelas autoridades e pela opinião pública, com eventuais repercussões no funcionamento da própria Polícia Judiciária.