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quarta-feira, 19 de agosto de 2026

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Política

O PP vai reprovar cinco ministros no Senado devido à crise de Ceuta

O Partido Popular vai apresentar a reprovação de cinco ministros pela sua gestão da crise migratória em Ceuta.

O PP vai reprovar cinco ministros no Senado devido à crise de Ceuta
Foto: Senado Federal · Openverse · BY

O Partido Popular (PP) anunciou a sua intenção de apresentar cinco reprovações no Senado direcionadas aos ministros do Interior, dos Negócios Estrangeiros, da Defesa, da Saúde e da Igualdade, devido à gestão da crise em Ceuta. Esta decisão ocorre após a ausência de alguns desses ministros numa recente convocatória da Câmara Alta, o que levou o PP a solicitar uma censura parlamentar.

Segundo o El Mundo, o PP também considera a possibilidade de avançar com ações legais contra o ministro do Interior, Fernando Grande-Marlaska, o ministro dos Negócios Estrangeiros, José Manuel Albares, e a ministra da Defesa, Margarita Robles, que não compareceram à sessão do Senado.

A porta-voz do PP, Alicia García, foi a responsável por apresentar esta ofensiva política, indicando que o partido procura colocar em destaque a gestão do Governo nesta crise migratória. García enfatizou que o Senado se transformou num contrapeso face ao que considera a deriva autoritária do presidente Pedro Sánchez.

O PP vai reprovar cinco ministros no Senado devido à crise de Ceuta
Foto: Senado Federal · Wikimedia Commons · CC BY 2.0

A crise migratória em Ceuta tem sido um tema de crescente preocupação, e o PP levou esta questão ao debate parlamentar, onde já reprovaram um total de oito ministros no passado. O Infobae também reporta sobre esta reprovação, sublinhando a postura do PP face à crise atual.

Por sua vez, o 20minutos menciona que a reprovação visa sinalizar a falta de resposta adequada do Governo perante a crise. O PP sublinhou que os ministros não estiveram 'à altura das circunstâncias' neste contexto.

O El País acrescenta que a reprovação se insere numa estratégia mais ampla do PP para desafiar a gestão do Governo e consolidar a sua posição no Senado, onde buscam travar o que consideram um deslizamento autoritário.

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