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domingo, 4 de outubro de 2026

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Presidente do Tribunal de Contas ameaça recorrer ao Tribunal Constitucional

Filipa Urbano Calvão considera que as reformas propostas pelo Governo podem violar a lei e está disposta a levar a questão ao Tribunal Constitucional.

Foto de arquivo: Presidente do Tribunal de Contas ameaça recorrer ao Tribunal Constitucional
Foto de arquivoFoto: Senado Federal · Wikimedia Commons · CC BY 2.0

A Presidente do Tribunal de Contas, Filipa Urbano Calvão, declarou em entrevista que está a considerar recorrer ao Tribunal Constitucional para analisar as reformas que o Governo está a implementar no âmbito da Lei de Organização e Processo do Tribunal de Contas. Calvão articulou que existe fundamento suficiente para essa eventual ação, dado o impacto das reformas propostas.

De acordo com a responsável, o Tribunal de Contas não pretende "sair de cena" e está disposto a agir de forma a garantir que as normas previstas na reforma em discussão no Parlamento não sejam aplicadas se estas forem consideradas contrárias à legalidade. A possibilidade de recorrer ao Tribunal Constitucional foi claramente destacada como uma opção viável caso a situação assim o exija.

Filipa Urbano Calvão tem expressado preocupações em relação ao fim do visto prévio para mais de 90% dos contratos públicos, questionando a capacidade dessa medida em garantir a eficácia da gestão das finanças públicas. A sua inquietação baseia-se na ideia de que essas mudanças podem comprometer a supervisão necessária sobre a utilização dos recursos públicos.

Foto de arquivo: Presidente do Tribunal de Contas ameaça recorrer ao Tribunal Constitucional
Foto de arquivoFoto: Senado Federal · Wikimedia Commons · CC BY 2.0

As declarações da Presidente do Tribunal de Contas têm sido notadas como um aviso ao Governo, especialmente dirigidas ao líder socialista António Seguro, pressionando para considerar as implicações das reformas planeadas. A postura de Calvão indica uma resistência significativa do Tribunal em aceitar mudanças que possam afetar a sua função de fiscalização.

Além disso, as intervenções de Calvão foram amplamente cobertas pela comunicação social, destacando-se os avisos sobre os perigos potenciais das reformas. Os vários veículos de imprensa têm sublinhado a determinação da Presidente em manter o Tribunal ativo e relevante no contexto da nova legislação proposta.

A situação continua a evoluir, com o Parlamento a debater as normas da reforma, enquanto Filipa Urbano Calvão mantém a sua posição firme, sinalizando que o Tribunal de Contas está pronto para usar todos os meios legais ao seu dispor para proteger as suas funções e a legalidade no processo.