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quinta-feira, 22 de outubro de 2026

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Panorama

Sánchez afirma não ter provas contra Marrocos na crise de Ceuta

O Primeiro-Ministro espanhol negou a responsabilidade de Marrocos na crise migratória em Ceuta durante uma sessão no Congresso, enfrentando pressão da oposição.

Foto de arquivo: Sánchez afirma não ter provas contra Marrocos na crise de Ceuta
Foto de arquivoFoto: Agência Senado from Brasilia, Brazil · Wikimedia Commons · CC BY-SA 4.0

O Primeiro-Ministro espanhol, Pedro Sánchez, declarou no Congresso que não existem provas que demonstrem a responsabilidade de Marrocos na recente crise migratória em Ceuta. A afirmação veio na sequência de perguntas sobre os eventos que tiveram início no final de julho, quando muitos migrantes tentaram atravessar para a cidade espanhola.

Sánchez detalhou que, se houvesse evidências concretas contra o país vizinho, o governo agiria de forma correspondente. O Primeiro-Ministro indicou que informações e relatórios sobre a situação seriam tornados públicos, destacando que uma chamada à embaixadora marroquina foi realizada no dia 21 de agosto, conforme reportado por fontes.

Enquanto isso, a pressão da oposição tem aumentado, com o líder do Partido Popular, Alberto Núñez Feijóo, questionando a origem da operação que levou ao massivo afluxo de migrantes. Feijóo alegou que a operação teria partido de Marrocos, instigando a crise em Ceuta. Ele dirigiu perguntas diretas a Sánchez, exigindo esclarecimentos sobre o que o governo sabe em relação à situação.

Foto de arquivo: Sánchez afirma não ter provas contra Marrocos na crise de Ceuta
Foto de arquivoFoto: Johann Moritz Rugendas · Wikimedia Commons · Public domain

Em sua intervenção, Sánchez também referiu que não há indícios que sustentem a acusação de envolvimento de autoridades marroquinas na organização da crise. No entanto, um membro do governo expressou que a questão sobre a inação da polícia marroquina ainda precisa de esclarecimento, segundo notícias do jornal DER STANDARD.

A situação em Ceuta levou a um intenso debate político na Espanha, com a direita exigindo a demissão de Sánchez devido à sua gestão da crise. As críticas apontam diretamente para a atuação das autoridades de Rabat e sua responsabilidade na situação.

Sánchez enfrentou forte oposição no Parlamento, onde foi criticado por sua postura e por não ter evidências que justifiquem a confiança nas garantias marroquinas. A crise, que provocou um trágico cruzamento de milhares de migrantes, continua a ser um ponto de tensão nas relações hispano-marroquinas.