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Eleição inconclusiva em Israel deixa Netanyahu e Eisenkot a reclamarem vitória
Com quase 86 por cento dos votos contabilizados, sondagens à saída mostram que nem o bloco de direita de Netanyahu nem o campo do líder da oposição Gadi Eisenkot conseguiram os 61 lugares necessários para formar governo.

Israel realizou a sua primeira eleição parlamentar desde os ataques de 7 de outubro de 2023 que desencadearam a guerra em Gaza. Os eleitores compareceram em números recordes há décadas para o que foi descrito como uma eleição crucial para decidir se o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu manteria o seu cargo ou seria substituído pelo líder da oposição Eisenkot. As sondagens à saída indicavam um resultado bloqueado, com o bloco de Netanyahu composto por partidos de direita, extrema-direita e ultra-ortodoxos e o campo de Eisenkot a reclamarem vitória apesar das indicações preliminares sugerirem que nenhum deles conseguiria uma maioria absoluta.
De acordo com resultados parciais com quase 86 por cento dos votos contabilizados até quarta-feira, o bloco de Netanyahu estava projetado ganhar 53 lugares nos 120 lugares do Knesset, comparado com 48 para a oposição. Netanyahu parecia estar posicionado para permanecer como primeiro-ministro interino apesar do seu bloco ter perdido a maioria parlamentar. O JPMorgan tinha previsto que o shekel poderia flutuar até 3 por cento dependendo do resultado final da eleição, refletindo a sensibilidade do mercado ao resultado.
Os líderes da oposição insistiram que o resultado representava uma derrota para o governo, apesar das figuras das sondagens à saída parecerem mais estreitas do que algumas previsões pré-eleitorais. Eisenkot, que lidera o partido Yashar, emergiu como a figura central da oposição contra Netanyahu. Ambos os campos enfrentavam um caminho incerto para formar um novo governo de coligação com o resultado final ainda por esclarecer.

Alguns colonos israelitas expressaram desejos de liderança além de Netanyahu. Em Kiryat Arba, eleitores inclinados para o candidato de extrema-direita Itamar Ben Gvir consideravam que Netanyahu não tinha perseguido políticas suficientemente firmes. O partido Likud de Netanyahu acusou os partidos árabes de terem roubado a eleição depois de resultados parciais mostrarem que poderiam desempenhar um papel decisivo na formação de um novo governo.
Enquanto os votos eram contabilizados, os eleitores israelitas expressavam emoções mistas. Alguns em Tel Aviv reportaram esperança enquanto outros expressaram desespero sobre o resultado eleitoral e a direção política de Israel. Netanyahu e outras figuras de direita fizeram declarações provocatórias direccionadas aos eleitores árabes com os dois campos políticos rivais enfrentando o seu caminho incerto para o poder.
O resultado inconclusivo deixou Netanyahu e Eisenkot a reclamarem direitos concorrentes de liderar Israel, com nenhum dos campos a aparentar ter uma rota clara para obter a maioria parlamentar necessária para formar uma coligação governamental. A formação de um novo governo permanecia desafiante e incerta com as contagens finais de votos a continuarem.