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sábado, 3 de outubro de 2026

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Governo propõe acelerar despejos enquanto rendas atingem máximos históricos

Com rendas acima de 10€ por metro quadrado, o Governo quer reduzir o prazo de incumprimento necessário para despejos de três para dois meses.

Foto de arquivo: Governo propõe acelerar despejos enquanto rendas atingem máximos históricos
Foto de arquivoFoto: Martelo Agalopado · Wikimedia Commons · CC BY-SA 4.0

Recentemente, diversos órgãos de comunicação social noticiaram que o Governo português pretende avançar com mudanças na legislação relacionada ao arrendamento, visando acelerar os processos de despejo. Entre as propostas, destaca-se a redução do prazo para três meses de incumprimento para apenas dois meses, facilitando assim a ação de senhorios contra inquilinos em atraso.

Dados revelados pelo Jornal de Negócios indicam que as rendas em Portugal têm atingido valores recordes, com média superior a 10€ por metro quadrado. Este aumento no custo da habitação coincide com um crescente número de despejos, o que tem gerado preocupação entre inquilinos e associações de defesa do direito à habitação.

A proposta de alteração na lei das rendas está marcada para votação no Parlamento, o que poderá marcar uma mudança significativa na forma como os contratos de arrendamento são geridos. A Secretária de Estado da Habitação afirmou que estas mudanças visam trazer

confiança para senhorios e

segurança

para inquilinos.

Foto de arquivo: Governo propõe acelerar despejos enquanto rendas atingem máximos históricos
Foto de arquivoFoto: Arquivo Nacional · Wikimedia Commons · Public domain

Por outro lado, a nova legislação enfrenta resistência, com algumas vozes no Parlamento já indicando que a proposta pode ter um

chumbo garantido.

Diversas associações têm manifestado preocupação com as potenciais consequências para os inquilinos que já enfrentam dificuldades financeiras.

Em contrapartida, o primeiro-ministro reiterou a sua disposição de levar a política de habitação

até ao fim

independentemente da oposição. O ambiente político em torno desta questão é tenso, especialmente com o aumento dos custos de vida e a pressão sobre os arrendatários em diversas cidades do país.

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